domingo, 12 de julho de 2015

Angústia da Madrugada


Ser poeta
é ser marginal
É falar do que 
pouco interessa
É embriagar-se
na emoção.
Brincando de ser feliz
com lágrimas nos olhos.
Os que sempre comem
a angustia da madrugada.
Que vivem a dúvida
entre a "torta" ou a poesia.
Poemas são como o vento
Se estamos desagasalhados
sentimos mais
o que eles "ventam" no ouvido.
Koiza da vida são os
desagasalhados emocionais.
Koiza do tempo são os
desabrigados sentimentais.

Cansar os Sonhos


Vou fingir que durmo
Pra enganar a noite
E despistar o dia
Quem sabe a lua
Me perdoa
Por perturbar o luar
Por cortar o sereno
Desrespeitar o frio
E cansar os sonhos.

Sonho Arteiro


Mto eu, mto meu...
"...num abraço travesseiro
do sonho arteiro"
Como não amar essas palavras?!?!
Te amo primo Wellington Rainho Emoticon heart
Durma
minha menina
Não se perca
na madrugada
Ficamos zumbis
da procura.
No mundo do eco
do que não foi dito.
Procure os edredons
que te fazem suar.
Num abraço travesseiro
do sonho arteiro

Sem Digital


A vida tem curvas
que não nos permitem
ver nem sentir
para onde vamos.
Aí vivemos o medo
do angulo obtuso
e por muitas vezes
diminuímos o querer.
Sem saber direito
nem entender o desejo,
passo mal na tradução
vomitando em público.
Fica a "impressão"
de uma big ressaca,
de uma digestão
sem impressão digital.

Encadernado


Acho 
que os sonhos 
não podem ser
encadernados, 
senão viram tese 
de mestrado.

Vontade de Viajar


Viagens rompem,
com o olhar míope,
que nos adapta,
as rotinas.
Andarei pela praia,
chegando,
a todo instante,
na sensação do viver.
Trago a lembrança
gostosa de vida
com comichão
da procura.
Um dia (e) só
é muito pouco.
Quero brincar
de despentear a emoção
De agarrar a vontade,
de morder aquilo "tudo"
que só da prazer,
revivendo a fase oral
O desejo se escreve
com as unhas.
Se escreve nos arranhões
profundamente tatuados.
No cavar o corpo,
num ato animal,
de encontrar o "osso"
cuidadosamente enterrado.
Na intensidade da entrega,
do instinto querer,
dos gritos gemidos,
do molho suor.
Faz do prato,
do fato do ato,
da metamorfose,
a delicia das delicias.
E no medo de perder me,
me agarrar nos teus cabelos,
te tomando as idéias,
nas crinas do cavalgar.
Lamber até a "alma"
sem medo da assombração
do se entregar
no dançar da relação.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Aguardando a Terapia


Falarei sim.
São duas figuras lindas
as terapeutas 
Marcela e a Cida.
Às vezes sorrimos,
às vezes e só mimos.
Mas de "certo"
Só a certeza da "dor",
aninhada em meu peito.
Minha procura,
assanhada no tráfico,
da taça de vinho.
De noites de lu@.
Enfim,
em meio a fala,
e ao que não se fala,
"ouvimos" surpresas
de almas presas.
Vou indo,
voltar a esperar,
ser chamado pra falar,
da escolha "do barquinho".

                                           Algumas pessoas amigas, 
                                              "koiza" de marinheiro da vida, 
                                                    questionaram-me sobre o "barquinho", 
                                                        sobre os nos cegos,
                                                            dos enjoos das viagens,
                                                                dos marujos, 
                                                                   da tripulação de nossa convivência,
                                                                      sobre as tormentas da "dor".

Respondi sim
Barquinho...
Brinquedo de criança,
de menino e menina.

Brinquedos não tem gênero.
Instrumentos de viagens
de longos e ternos balanços
e equilíbrios.

Observatório da lu@,
que embala os desejos
desvendando o vento
e os uivos do peito.
.