terça-feira, 4 de agosto de 2015

Do Baú, ops, "Baulll"...


Eu sou a Porca,

que aperta,

os seus sonhos.


Eu sou o Brinco,

do desejo,

e do Luar.


Eu sou a Porta,

semi aberta 

do fetiche.


Eu é que Brinco,

no balanço,

deste olhar.

Não "AMARGURECE"


Saudades
das suaves KoiZas
que nem o tempo
"amargurece".
"





Em 73, 

na juventude, 

descobria o Rio,
cantarolando, 

o novo, 

da "Bodega" Secos & Molhados, 

questionando, 

"qual o destino (dos questionamentos) 

que ele (EU) vai ter..."

A vida mostrou 

que a poesia 

não "AMARGURECE"

O (d)Instinto


Se beirou o exagero.

Se rolou o estrangeiro.

Se foi brinde com um tinto.

Se foi "seco" o (d)instinto.


Só sei que pedi

pizza de quatro queijos.

Você animada me deu...

Inclusive muitos beijos.


KoiZa de vontades

de quem bebe-ricou.

KoiZa de altitudes,

em atitudes de amor.


Correndo 

e me escondendo,

atrás da taça, de sua mão,

da sobra, da fome e vontade.

Cores "cem" Formas


As loucuras 

se (su)portam,

na possibilidade 

do relacionamento;


No sustento 

do (im)provável.

No forte coração

de cada resistência.


A vida inspirou, 

e trans-pirou poesia.

Nas cores vivas

de formas "cem" forma.

Max Presente!!!


Hoje não teve aula,
não teve a alegria,
dos risos do professor, 
das "lições sem correções".

Max Marreiro vive,
foi capaz de encantar,
na simplicidade,
da reciprocidade.

Com a sabedoria
e atenção,
do escutar e pontuar,
os corações.

Sendo poeta,
cantava o viver,
nas lutas diárias,
dançando alegria.

Era homem militante,
artista da periferia.
Pai de seus filhos,
mãe da "juventude".

Lançando desafios
não se rendia ao cansaço.
Era cabra do cangaço
piqueteiro nas ações.

Vanguarda da geração
encantou se encantando.
Num caso "quase" secreto
de intimidade com seus livros.

Foi vendedor livreiro,
foi autor de "causus sérios",
criou contos e poesias,
é PERSONAGEM da magia.

"Tocar" a Pescaria



Elis Regina queria uma casa no campo...

Caetano Veloso queria ir prá Lua com a mulher, 
fazer um ranchinho todo feito de sapé...

Raul Seixas queria parar o mundo para poder descer...

Neste caso, a intenção deve ser, "tocar" a pescaria...

Não pode 
chorar muito
se não a correnteza
inunda o coração.

Mas pode sorrir,
pescar as procuras,
com a paciência
da simplicidade do viver.

Na cabeceira


Quero beber desta água
na fonte da nascente
na cabeceira da vida.

E eu vou me ater
a partitura do gemido
da livre correnteza.

Provocando a sede
no embalar de Iemanjá
no ritual das crenças.

Marola me inspira
na tontura do "ser".
É embriaguez sem álcool.


Foto de Valdiva Araújo.