quarta-feira, 11 de junho de 2014

MANIFESTAÇÕES




Enfrentamentos

se avolumam.

E corpos se roçam

num doce

vai e vem

de infinita procura.

São manifestações

a todo lado.

Expressões do momento,

de quem ama,

e se organiza,

na poesia do amanhã.

São corpos que procuram,

que marcham

com o instinto,

que gritam

que sussurram,

que gozam

na conspiração do prazer.

Nas ruas,

nas noites de luas,

manifestações

dos eternos apaixonados.

terça-feira, 10 de junho de 2014

SAUDADES


A distância é grande, do tamanho de uma grande lembrança, mas o coração busca os saudosos, os que partiram, e como em um desenho animado, PERMITE, dando soluções ao impossível, dando vida aos que se foram e perspectiva aos desejos antes cansados pela forte saudade.
Numa festa de um sonho, vivi momentos, em que minhas histórias se juntavam, numa mistura de experiências, do ontem e do hoje. Aonde o tempo cronológico não interferia, aonde a idade, não tinha rugas, aonde as vontades, determinam a direção.
(Medo) “pelos que virão" (faltar); ou pelo futuro aberto?; ou pelo que não bebemos?, ou medo pelo que nunca mais beberemos, pelo que derramou?
As possibilidades não me assustam, somente a falta delas. Quando a vida vence, temos histórias para contar, Helenas para embalar, novelas da vida real, em capítulos de 24hs.
Sendo o desejo, um ensaio do amor, fazer o que, senão libertar as alegrias e gemidos. desejar e amar o amanhã que nos acompanha, em pura sedução.

sábado, 7 de junho de 2014

METROVIARIOS-SP



O coro da indignação
esta em cada olhar,
nas ruas,
nas falas do dia a dia.
 
Separadamente junta
a "imprensa oficial"
tentam “criar” o clima
de clamor e união.
 
É COPA,
cade o patriotismo,
o verde e amarelo,
o sonho da vitória?
 
Esta nas lutas
nas greves,                    
nas buscas por leitos,
na perspectiva do poder.
 
Os HOSPITAIS calamitosos,
uma casa de terror,
fábrica de desesperanças,
de mortes e horror.
 
“COPA$” e DESVIO$
desgovernos que se seguem,
ignorando e espoliando
a CLASSE adormecida.
 
Com sonhos e nos tapas
enfrentando a opressão.
Nas trincheiras das ruas
fazendo REVOLUÇÃO.
 
 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Me abundo


 
Sento,

em qualquer lugar

para ver o céu,

gente passar,

o sol lentamente

sair de cena,

a lua chegar.

 

Sem apresentação

me abundo

num banquinho qualquer.

O vida passa

e meus monstros,

aos poucos,

tornam-se bichos de pelúcia.

 

A arte fervilha

no observar,

o silencio

da rotina barulhenta.

Sentimo-nos vivos,

rompendo barreiras

escutando o coração.

 

Ouço o murmurinho

dos outros

e me vejo em todos.

O ser humano

é igualmente frágil.

Buscam por flores

que estão a seus pés.

 

O instrumento da fala

tão pouco usado.

Resolve situações,

salva relações.

Me perco,

dialogando o outro,

logo eu, que falo tanto...

 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Lutar sempre






"Ninguém" se importa.

A morte

virou banalidade,

mera estatística.

 

Num mundo

em que não se escuta

não se percebe motivos,

não se percebe a vida.

 

Onde o instinto

de sobreviver

superou o desejo

de viver.

 

Abraços

são formalidades,

aonde a atenção

só rola conectado.

 

Sinto falta de você, poesia.

Lutar sempre

para beber do vinho,

para beber o amor.
 
 

Eco



Nossas palavras


se encontraram


em um caso de @mor,


cada vez que ficam juntas...


 


Minhas palavras


e seu silencio


tem um caso de @mor,


cada vez que ficam juntas...


 


Meu silencio


e seu silencio


vivem a falta de @mor,


cada vez que fazem eco.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

ON LINE


 
@s P@l@vr@s

têm textur@,

e temper@tur@ própri@.

Cont@m desde

históri@s de princes@s

@ @mores impossíveis.

 

Expõem o eu,

o di@ @ di@

e os desejos.

e @tr@em,

como @tr@em...,

Nos f@zem gente.

 

@ escolh@ do momento

foi verb@l,

m@s nem por isto

nosso encontro

n@o foi rode@do

de puro suspense.

 

De muit@ lu@,

do irm@o sol,

de di@s chuvosos,

de sonhos troc@dos

de boc@s on-line-mente

e @rdentemente @bertas...

 

O outro p@sso é opç@o.

@ procur@

ou @ n@o procur@ físic@.

Vive-se um@ vid@

com ou sem,

@usênci@ de culp@, de perd@.