domingo, 22 de novembro de 2015

Um amor maior - 5 nov


Nada pior
que ficar com alguém
e depois sentir
que foi pouco.
Que faltou o "inexplicável".
Faltou exatamente
o "procurado".
Que a noite e o sexo
foi otimamente,
passageiro da madrugada.
Eu quero intimidade!!!
Conversar com sorrisos,
sorrir com olhares,
comentar na telepatia,
surfar na cumplicidade.
Não quero fazer "gênero".
Abandono a maquiagem
do "ser" personagem.
Luto por um lugar ao sol,
pois na "Lua" já tenho.
Quero amanhecer
com um amor.
Pois dormir
com alguém
se torna tão pouco.
Sou simples,
sou bobo,
menino bobo.
Tento "reinventar-me"
na prosa poética.
Porque não deito,
quando não enxergo,
a perspectiva,
de um amor maior,
que uma longa noite.

Saindo da Terra - 8 nov


Acordo cansado,
como quem precisa
inventar "outro" sono,
para atingir os sonhos.
"KoiZas" da madrugada,
"KoiZas" da escuridão.
Faltas pontuais de medidas,
excessos de "educação".
E aí as "manhãs" matinais,
são em câmara lenta.
Respondo a estímulos,
de forma anorexa.
O telefone toca,
e eu que nunca sonhei,
em ser "bombeiro",
fui "escalado" na função.
Quarta ou sábado,
sexta ou domingo,
não existem diferenças,
no "peso" da angústia.
Quero meu tempo de volta.
Tenho bom "comportamento",
mas a "pena" não regride,
vou "fugir" deste planeta.

Buscas - 11 nov



Busco a terapia,
com meus anzóis.
Na esperança de fisgar,
"aquele peixe" voador.
E causar
um maremoto,
como um "Celacanto",
num terno e eterno luar.
Depois que descobri
que sou onda,
passei a ter medo
da "imensidão" do mar.
Sentado na "barca",
querendo trocar,
de travesseiro,
trocar de travessuras.

ABANDONO - 11 nov


Essa sensação
de abandono dói
Continua crônica,
numa crônica de vida.
Sou esquisito,
não "falo" de mim,
murmuro na presença,
escondendo-me nas sombras.
Não sou previsível,
nunca consegui ser.
Chego nos destinos
de forma "envergonhada".
Com medo
de invadir o que é meu.
Vou tentar ir
na terapia de amanha.

Maestro Milita 12-n0v


Meu Partido
é parte inteira
de uma atitude, 
de um sonho comum.
Somos parte de TUDO,
ao ter Opinião, Socialista,
e organizar ações
no trabalho, bairros e escolas.
Nossa "voz"
é o eco do grito,
das Lutas das minorias,
e do direito de amar.
Temos uns Limites,
que é o respeito
a Democracia Operária,
a elaboração coletiva.
Porque preferimos,
até errar juntos,
e aprender na experiência,
do que "acertar" sozinhos.
Não dependemos do estado,
que queremos derrubar.
Nos sustentamos cotizando,
a "suadeira" do prazer.
Nossas "asas" tremulam,
em vôos de Liberdade,
nas bandeiras e cartazes,
a "batuta" do maestro militante.

Wellington Rainho, cadê você




Se afastar mais de três dias do Face paga multa, e de mais a mais deixa o "trio de três" capenga a Lúcia Saldanha Caiaffo e a Lucia Rainho, vão virar dupla?

RESPOSTA às amigas LÚCIA(S):

Às vezes o “personagem” encolhe, ficando menor que o Sujeito Wellington. 
Nestes momentos, recolho-me, a minha real dimensão.
Fico quietinho, observando a movimentação na Praça do Face, as pessoas com suas roupas domingueiras, o comer pipoca, o vislumbrar possibilidades, o interpretar o desejo,  a vontade oculta, que a proteção da virtualidade permite.
Da mesma forma que podemos imaginar os hábitos e personalidade das pessoas através do seu lixo, podemos também através dos horários, frequencia e assuntos pertinentes de cada um. Eu dou pistas do meu EU,  com meus horários e poesias.
Às vezes vou comprar "cigarro", mesmo sem fumar, e sumo.
Mas não é porque estou escondido nas sombras, nos cantos, que vocês não possam chamar-me individualmente.
Inclusive prefiro papos a dois, do que em rodas grandes. Minha timidez é maior que meu eu.
Apesar de viver um momento de silencio, hibernação, continuo tendo asco e repudio a este desgoverno nosso.
A repercussão dos atentados da França, ecoam em nossos noticiários até hoje. Já a tragédia de Mariana, é colocada a conta gotas.
Uma tragédia ecologicamente falando, que matou o Rio Doce, e os cerca de 800 km de extensão de suas margens, aonde já chegou,  inundou os manguesais, matando a flora e fauna local. Expulsando também o morador trabalhador.
Certamente extinguindo algumas espécies, como uma tartaruga que se reproduzia no estuário do rio, num projeto de sobrevivência.
Serão mais de 20 anos para a vida voltar a dar sinais.
Ou seja, nós três (eu, Lúcia Rainho e Lúcia Saldanha Calaffo), provavelmente não veremos a ressuscitação.
Economicamente falando, a lama lambeu todos os projetos locais, as plantações, a pecuária, a agricultura familiar, a pesca, os pequenos comércios, as estradas, os lugares físicos, etc, etc…, deixando seu rastro por onde passou.
Pior que um Tsunami ou um Furacão, pois depois da tragédia, existe o local. No caso de Mariana, só existe lama. Não permite a reconstrução. Não permite o retorno, não permite o “mais uma vez”.
Uma cooperativa de mulheres, que fazia compotas de pimenta, num Projeto Piloto, e dava frutos fazendo escola, simplesmente evaporou-se. Ficou uma vaga lembrança e nenhuma certeza de que se realmente existiu.
Emocionalmente falando, além dos mortos e dos desaparecidos, que as famílias terão que aguardar 5 anos para terem seus familiares dados como mortos, paralisou a vida de todos que viviam Rio abaixo da barragem até o mar.
Sem água, sem trabalho, sem políticas públicas que deem uma luz no horizonte.
Como resposta a sociedade, Dilma multou a Mineradora em milhões, num Teatro para mostrar providencias.
Num pais aonde os ricos não recolhem impostos, imagine multas. De concreto falta água. Falta Água por todas as cidades e vilarejos ao longo do rio.
Hoje já falaram em “despoluir” a lama e dar para a população tomar. RIDÍCULO!!!
Falta água em SP e no Rio de Janeiro e os governos nada fazem a não ser aguardar São Pedro mandar chuva.
Porque não partem para a dessalinização do mar, paralelo a replantar as nascentes e margens dos rios.
Ficou provado que as grandes empresas operam como querem neste país, sem fiscais e regulamentação, aonde a comissão criada na Câmara de Deputados para apurar os fatos foi eleita com doações LEGAIS das mineradoras.
Isso além de IMORAL é ILEGAL.
FHC Privatizou a Vale do Rio Doce, que tem como objetivo ganhar dinheiro, independente do custo social, de vidas e ambiental. Sua ação é responsável direta por tudo que acontece agora. Alguém tem que vestir a carapuça.
Não da mais para ouvir nos noticiários que as Mineradoras são vítimas também.
Lula e o PT prostituíram uma geração, pagando-os para se calarem diante de uma negociata e roubalheira das riquezas nacionais. Fizeram do país um “Cabaré”, rifando os sonhos e expectativas de uma nação em negociatas de todos os tipos.
Ressuscitaram os mortos pela história e fizeram deles seus grandes aliados, Collor, Sarney, Renan, Temmer…
Tento sobreviver a uma dor profunda, a noites sem dormir, e a indignação vista nos noticiários.
O Timão foi campeão, Botafogo, Vitória e Santa Cruz subiram, o Vasco, Goiais e outros desceram. Todo mundo tem “um motivo” de alegria e tristeza, numa sociedade sem lideranças e projetos.
No meio a lama o Governo de São Paulo num ataque nunca visto na história deste país, PARIU a política de fechar escolas públicas, num projeto de ROUBAR mais verba da Educação.
A Juventude, apesar do PT, reage e ocupa até hoje mais de 100 escolas, reagindo a mais este ataque.
E eu, pequenininho, diante de tudo isto, nem hibernar consigo.
Preciso tocar flauta e assobiar as músicas do grande Gonzaguinha e cantarolar
...”eu acredito é nesta juventude, que não foge da raia a troco de nada”...
Comments
Lúcia Saldanha Caiaffo Kkkk pois é, sumiu sem deixar rastro...acho que arrumou uma namorada ciumenta kkkk

Lúcia Saldanha Caiaffo Deixa quieto, é nóis, xará!

Dupla boa,
Sertaneja?
desquitadas do varão,

despeitadas continuam
disputando uma peleja
bola vai, bola vem,
nada de gol
que falta faz
o amor do coração

Lúcia Saldanha Caiaffo Hahaha bem inspirada. Gostei!

Ânus do tempo


Este poema ajuda 
a desmistificar este Tabu, 
em redor do "cú".

Tão pequeno, 

diante do ser,
de cada um.

Tão importante,
como operário,
na sua função.

Tão delicado,
tão esquecido
e tão lembrado.

Motivo de ofensas,
de "extrupa-ações",
de fortes emoções.

Cada um tem o teu,
e na impossibilidade de vê-lo,
"cú-riosamente" tomam no cú.