quarta-feira, 24 de junho de 2015

Doce emoção

Não me preocupo
com o branco
de meus cabelos.
Nem os vejo.
Nem com o shampoo
que você usa.
E se o brilho
de minhas madeixas
E maior
ou menor
do tudo
que te incomoda.
Com medidas
que carecem de ajustes
Se o importante de fato
é o encaixe do nosso abraço.
Na pura
invenção,
da extensão,
do doce chamado "emoção".

Tentando dormir...


Aqui o frio realça a sensação de estarmos só.
E meio como instinto, me encolho, como um feto, na proteção da barriga do cobertor.
A noite é longa, para quem a frequenta.
Também dei folga para os carneirinhos, pois conto as faltas, os silêncios do próximo, os desejos interrompidos e as vontades de me entregar.
Ai vou me esquecendo, da sensação do frio, pois parece que um vulcão adormecido acorda, numa erupção lenta, e aquece meus sonhos, meu eu, causando uma certeza, de que dou conta, se as necessidades, forem só as minhas.
Me alenta, mensagens como a sua, que relembram que não estou só, e outras poucas trocas de palavras com cobertura do mel da vida, de pequenas atenções.
Ai acordo.
Nem sei o que sinto, se e medo ou receio de enfrentar este ar gelado, que invadira meu corpo por inteiro, e me tirara do útero de minha cama.
Rodo os olhos pelo quarto, e confirmo o tempo. Não tenho mais brinquedos por ali...
Saudade do beijo de bom dia, do abraço apertado sem hora de terminar. 
Do cafe quentinho acompanhado.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Silencio interrompido



Na beira
do precipício.
é difícil
comentar as dores.

Na percepção do aqui
nos aproximamos,
da queda,
que brotara, ou não, o voo

Tenho historias para contar,
conclusões em confusões,
de um homem "educado"
e emocionalmente internado.

Foi bom,
a intervenção.
que pontuou a dor
da minha EDUCACAO.

Que sempre acaba
em pura resignação..
Serei sincero
e "mal educado"

Respeitando a vontade,
e meu silencio.
Sabendo que TODOS
sobreviverão.

Não vou
me internar
por minha
introspecção.

Para fugir do face,
do zapzap,
do celular.
do incomodo do outro.

Quero ter direito
de pensar livre,
sem linha ocupada
no brindar a vida.

domingo, 21 de junho de 2015

A perda do "movimento" sonhar.



Ontem fui na terapia.
Fiquei de "castigo" depois do horário por mais de duas horas.
Retido, num papo de muita dor.
Só fui liberado as onze da noite, e com indicação de internação.
Precisei escrever 2 duzias de poemas que relatam a leveza do amor, para então, escrever "unzinho", 
falando da minha dor.
Mas este, não gera "curtidas" ou provoca comentários.
Neste mundo que construí, o personagem WELLINGTON, "o poeta", tem espaço, tem amigos.
Já a "pessoa" wellington, continua no limite do invisível.

Sofá Alado


Vou dormir,
mas antes
vou me embalar...

Nas vezes
que nos abraçamos,
vivendo vontades

Como de fazer
daqueles bracos
moradia.

Colado em você,
vivendo a sensação
de puro prazer.

Como a do dia
que embarcamos
no "sofá" alado.

sábado, 20 de junho de 2015

Quebrando Tabu


É tão forte
o preconceito!!!
Contra a homossexualidade
nem se fala!!!
...
Mas tão forte quanto,
é o preconceito
do direito ao desejo,
ao prazer dos mais velhos.

O preconceito da idade,
da relação "com o tempo".
O tesão transcende
a plástica da juventude.

 

Tatuagens das emoções


.
A vida,
e a junção de momentos,
provisoriamente eternos.
...
Quando o silencio ecoa
E não tenho respostas
Fico triste e deprimido.

Mas talvez
Encontre a razão.
Com o tempo.

Minhas indagações
Trazem a tristeza
Quando a intenção é alegria

Com certeza
Talvez um dia
Esqueça

E volte a só sonhar,
Como ainda sonho,
Com o "amor".

Por hora
Fica assim.
Vou tentar me segurar.

Viver a paz.
Desejar o bem
Em beijos de corações...