Desde criança
passo a idéia
de independência
a minha família
e amigos.
Meus pais acreditaram
que nunca
precisaria de nada.
Era alguém
"diferente" dos outros.
Mas a vida doce
também foi dura,
como rapadura.
Sempre alardeei
a facilidade de tudo.
O bom dia sol,
o bom dia lu@.
Nunca comentei
o que sentia,
ou por dificuldade de falar,
ou por desinteresse
de quem me ouvia.
Os relatos,
os percalços,
a fragilidade
que me acompanhava,
era engolida a seco.
Por vezes,
senti medo,
muito medo.
Medo de desistir
e da vergonha
da incapacidade,
da fraqueza.
Medo de tudo
e de todos.
Varei noites e noites,
procurando, procurando...,
sorrindo e chorando.
Hoje,
preciso dormir
para recarregar o corpo,
já cansado.
Atingi o momento
em que a única coisa
que realmente quero,
é alguém do meu lado
para dar as mãos
e seguir adiante.
É tão difícel
viver o abandono.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Arrodeio o paraíso
Elogiam minha calma,
meu aparente "equilíbrio",
meu silencio e paciência.
As vezes
uma pessoa muito calma,
esta sendo muito forte,
diante da violência
de ser calma
e comedida.
Qual será a verdade
que nâo consigo ouvir,
que não consigo enxergar?
Porque me envolvo em histórias,
em projetos audaciosos,
em desafios,
nos sonhos dos outros,
mas nunca nos meus.
Em nome do que,
ou de quem?
O que se torna difícel,
é o que imagino,
não o que vivo.
Este geralmente
consigo resolver.
Me importo com koizas,
que antecipadamente,
sei que não vivenciarei.
Busco o momento
que me permitirei
viver em harmonia
com meu eu.
Quero partir
rumo ao desejo.
A empatia,
é anterior a simpatia,
que é anterior ao amor.
Então,
arrodeio o paraíso,
sem coragem
e com vergonha
de entrar.
meu aparente "equilíbrio",
meu silencio e paciência.
As vezes
uma pessoa muito calma,
esta sendo muito forte,
diante da violência
de ser calma
e comedida.
Qual será a verdade
que nâo consigo ouvir,
que não consigo enxergar?
Porque me envolvo em histórias,
em projetos audaciosos,
em desafios,
nos sonhos dos outros,
mas nunca nos meus.
Em nome do que,
ou de quem?
O que se torna difícel,
é o que imagino,
não o que vivo.
Este geralmente
consigo resolver.
Me importo com koizas,
que antecipadamente,
sei que não vivenciarei.
Busco o momento
que me permitirei
viver em harmonia
com meu eu.
Quero partir
rumo ao desejo.
A empatia,
é anterior a simpatia,
que é anterior ao amor.
Então,
arrodeio o paraíso,
sem coragem
e com vergonha
de entrar.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Contra ponto
Brinco com a TV,
na madrugada,
e o tempo corre.
Busco ações
e razões,
na programação.
Mas só vejo chuva,
calamidades,
morte e desespero.
Exageiros??????
Mentiras???????
Também.
O Brasil no Haiti,
missão de paz,
com armas
e repressão,
em um primeiro momento.
Depois do terremoto,
somos vítimas
e heróis,
por alguns partos
e alguns mortos.
Os EUA,
ocuparam o aeroporto,
as ruas,
a baixa estima da população,
com seu "assistencialismo unilateral",
em forma de invasão,
por marines,
mascadores de chiclete.
O país precisa de comida
e recebe extremunção.
Cuba,
enviou duzentos médicos
e cinco militares,
um ato de solidariedade real.
Lula,
enviou mil e trezentos soldados
e vinte médicos.
Que desigualdade
de política.
Para ajudar ou reprimir?
Ajudar
a política americana.
Reprimir
e ocupar,
um povo refém,
da miséria,
e holocausto.
Usa as migalhas de pão,
circo e futebol.
Brinco com a TV,
na madrugada,
e o tempo corre.
Busco razões
e ações,
na programação.
Suspeito de tudo.
Rolo na cama.
Desejo.....
Bebo água,
alimentando o contra ponto,
da indignação
e da emoção.
na madrugada,
e o tempo corre.
Busco ações
e razões,
na programação.
Mas só vejo chuva,
calamidades,
morte e desespero.
Exageiros??????
Mentiras???????
Também.
O Brasil no Haiti,
missão de paz,
com armas
e repressão,
em um primeiro momento.
Depois do terremoto,
somos vítimas
e heróis,
por alguns partos
e alguns mortos.
Os EUA,
ocuparam o aeroporto,
as ruas,
a baixa estima da população,
com seu "assistencialismo unilateral",
em forma de invasão,
por marines,
mascadores de chiclete.
O país precisa de comida
e recebe extremunção.
Cuba,
enviou duzentos médicos
e cinco militares,
um ato de solidariedade real.
Lula,
enviou mil e trezentos soldados
e vinte médicos.
Que desigualdade
de política.
Para ajudar ou reprimir?
Ajudar
a política americana.
Reprimir
e ocupar,
um povo refém,
da miséria,
e holocausto.
Usa as migalhas de pão,
circo e futebol.
Brinco com a TV,
na madrugada,
e o tempo corre.
Busco razões
e ações,
na programação.
Suspeito de tudo.
Rolo na cama.
Desejo.....
Bebo água,
alimentando o contra ponto,
da indignação
e da emoção.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Brincar com você
Brinco com a TV,
na madrugada,
e o tempo corre.
Busco razões,
e ações,
na programação.
Na velocidade dos carros,
em bobagens,
informações,
beijos dos outros,
choro,
vaidades....
Brinco com a TV,
fazendo
do controle remoto
um controle da vida.
Tentando buscar,
descobrir
um sorriso
fora da tela,
em meu rosto.
Tentando
garimpar vida,
felicidade,
nas tramas,
nos dramas,
nos hérois
dito eternos.
Brinco com a TV,
com a janela
e a porta do quarto
a meu lado.
Quando observo,
percebo,
que uns carros vão,
outros voltam,
pois existe "um" lugar,
na madrugada,
aonde se possa ir.
Aonde se possa
se arrepiar,
ter vontade,
improvisar
e sentir emoções.
Brinco com a TV
querendo brincar com você.
na madrugada,
e o tempo corre.
Busco razões,
e ações,
na programação.
Na velocidade dos carros,
em bobagens,
informações,
beijos dos outros,
choro,
vaidades....
Brinco com a TV,
fazendo
do controle remoto
um controle da vida.
Tentando buscar,
descobrir
um sorriso
fora da tela,
em meu rosto.
Tentando
garimpar vida,
felicidade,
nas tramas,
nos dramas,
nos hérois
dito eternos.
Brinco com a TV,
com a janela
e a porta do quarto
a meu lado.
Quando observo,
percebo,
que uns carros vão,
outros voltam,
pois existe "um" lugar,
na madrugada,
aonde se possa ir.
Aonde se possa
se arrepiar,
ter vontade,
improvisar
e sentir emoções.
Brinco com a TV
querendo brincar com você.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Coisas de saudades
Minha mãe me pegou neste domingo para desmontar um armário velho. Até que tentei fugir, mas não tive como.
Uma tarefa que já fiz muito, pois sou filho de militar, e as viagens e mudanças me acompanharam pela vida.
Hoje, uma tarefa solitária, pois ninguém viria me ajudar, nem seria habitual um adolescente se preocupar com a arrumação da casa, mas na solidão do trabalho, voltei no tempo, voltei a sorrir, quando já no final da retirada do fundo do armário, no último parafuso, percebo que o mesmo está espanado, e com uma pitada de humor, repito meu avô Zezinho:
“Ah, você esta aí !!!!!”.
É a certeza da lei de Murfei.
Se algo pode dar errado, se um parafuso pode espanar, se um prego pode entortar, vai acontecer.
Senti-me acompanhado, por meu querido e sábio avô. Na realidade sinto falta dele sempre. Finjo ser normal a solidão. O não ter com quem dividir os planos, o desmontar algo, as conspirações da vida, a conversa com o olhar, o brincar e o observar os animais, a natureza, o rir da vida.
O esperar ansioso o dia seguinte, com suas novidades e adrenalina.
Meu avô, diferentemente de meu pai, me provou que nada (verdade nenhuma) era absoluta.
Tudo era possível, em seu momento. A graça da vida, esta em nosso olhar, na percepção do que acontece. Passávamos pela família (pela casa), recolhíamos tarefas, ir a lojas, ver e buscar informações, resolver problemas. Depois andávamos pelas ruas, falando com um e outro, bailando no palco chamado prazer.
Hoje continuo fazendo o mesmo, vendendo sonhos, chutando pedras, mas sem o parceiro da conivência.
Tento tapar este buraco, mirando o céu.
Mas os passos ficam inseguros, coisa de idade, coisas de saudades.
Uma tarefa que já fiz muito, pois sou filho de militar, e as viagens e mudanças me acompanharam pela vida.
Hoje, uma tarefa solitária, pois ninguém viria me ajudar, nem seria habitual um adolescente se preocupar com a arrumação da casa, mas na solidão do trabalho, voltei no tempo, voltei a sorrir, quando já no final da retirada do fundo do armário, no último parafuso, percebo que o mesmo está espanado, e com uma pitada de humor, repito meu avô Zezinho:
“Ah, você esta aí !!!!!”.
É a certeza da lei de Murfei.
Se algo pode dar errado, se um parafuso pode espanar, se um prego pode entortar, vai acontecer.
Senti-me acompanhado, por meu querido e sábio avô. Na realidade sinto falta dele sempre. Finjo ser normal a solidão. O não ter com quem dividir os planos, o desmontar algo, as conspirações da vida, a conversa com o olhar, o brincar e o observar os animais, a natureza, o rir da vida.
O esperar ansioso o dia seguinte, com suas novidades e adrenalina.
Meu avô, diferentemente de meu pai, me provou que nada (verdade nenhuma) era absoluta.
Tudo era possível, em seu momento. A graça da vida, esta em nosso olhar, na percepção do que acontece. Passávamos pela família (pela casa), recolhíamos tarefas, ir a lojas, ver e buscar informações, resolver problemas. Depois andávamos pelas ruas, falando com um e outro, bailando no palco chamado prazer.
Hoje continuo fazendo o mesmo, vendendo sonhos, chutando pedras, mas sem o parceiro da conivência.
Tento tapar este buraco, mirando o céu.
Mas os passos ficam inseguros, coisa de idade, coisas de saudades.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Embalado pra presente
Ao me calar,
ao não falar o que sinto,
o que me emociona,
simplesmente sobrevivo.
Passo habitar
um mundo paralelo,
em que não me reconheço,
nem ao espaço que ocupo.
Volto a interpretar um papel,
que me "embrulha",
que me sufoca,
que me esconde.
Sinto-me
embalado pra presente,
com laço de fita,
encomodadamente "pronto" para ser-vido.
Sem estímulos,
sem emoção,
simplesmente com competência
e competividade.
Volto ao mundo das sombras,
do silencio,
da noite,
da individualidade.
Local
aonde posso me ocupar,
sem nenhum remorso,
de mim.
Que dificuldade é esta
de viver com o outro?
De demonstrar
que também necessito de atenção.
De cavar meus espaços,
minhas trincheiras,
meu gozo,
a luz do dia.
ao não falar o que sinto,
o que me emociona,
simplesmente sobrevivo.
Passo habitar
um mundo paralelo,
em que não me reconheço,
nem ao espaço que ocupo.
Volto a interpretar um papel,
que me "embrulha",
que me sufoca,
que me esconde.
Sinto-me
embalado pra presente,
com laço de fita,
encomodadamente "pronto" para ser-vido.
Sem estímulos,
sem emoção,
simplesmente com competência
e competividade.
Volto ao mundo das sombras,
do silencio,
da noite,
da individualidade.
Local
aonde posso me ocupar,
sem nenhum remorso,
de mim.
Que dificuldade é esta
de viver com o outro?
De demonstrar
que também necessito de atenção.
De cavar meus espaços,
minhas trincheiras,
meu gozo,
a luz do dia.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Só-lidão
Ainda busco
o que não alcanço.
Alimento-me da esperança,
no desejo
de ultrapassar
e vencer limites.
Tenho um olhar distante,
acompanhado
de um sorriso tocável.
Ando por aí,
numa lógica
transversal
a logística.
O movimento constante
me equilibra.
Misturo os dias.
Perco a noção
do que é hoje
e do que foi ontem.
Tudo é muito igual.
Muito ligado
a nenhuma ligação.
Lembro-me dos fatos
como uma história,
distante,
não vivida.
Sempre aguardo a noite,
chegando a criar expectativa,
inquietação,
em atingir o silencio,
o só-lidão.
Atingir minha companheira,
minha madrugada.
o que não alcanço.
Alimento-me da esperança,
no desejo
de ultrapassar
e vencer limites.
Tenho um olhar distante,
acompanhado
de um sorriso tocável.
Ando por aí,
numa lógica
transversal
a logística.
O movimento constante
me equilibra.
Misturo os dias.
Perco a noção
do que é hoje
e do que foi ontem.
Tudo é muito igual.
Muito ligado
a nenhuma ligação.
Lembro-me dos fatos
como uma história,
distante,
não vivida.
Sempre aguardo a noite,
chegando a criar expectativa,
inquietação,
em atingir o silencio,
o só-lidão.
Atingir minha companheira,
minha madrugada.
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