Sou meio assim,
mal assado.
Escrevo com a alma,
com o corpo,
com o desejo.
Exponho-me
para me esconder.
Embaralho os sonhos,
escondendo o coringa
que há.
Provoco amizades,
alegrias, vontades,
excitações.
Poetizo o que quero,
colocando-me
como uma terceira pessoa.
Planto sentimentos,
rego as relações
insinuo o proximo passo
sonoramente dançante.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Brinco
Brinco
de te tocar o ventre,
mechendo contigo,
te arrepiando.
Você sem jeito
me lambe a alma,
me retorcendo
internamente.
Perco o controle,
fico sem freios
e direção.
Guio o inconsciente.
Mas é você
que desrespeita
meus sinais
de transito.
Desmestificando o prazer,
ignorando o tempo,
parando os relógios.
Ultrapassando os limites.
Nossos lençóis
anunciam os fatos.
Revelam e revelam
o não dito.
A satisfação
me cansa
e cansado alcanço
e avanço no prazer.
de te tocar o ventre,
mechendo contigo,
te arrepiando.
Você sem jeito
me lambe a alma,
me retorcendo
internamente.
Perco o controle,
fico sem freios
e direção.
Guio o inconsciente.
Mas é você
que desrespeita
meus sinais
de transito.
Desmestificando o prazer,
ignorando o tempo,
parando os relógios.
Ultrapassando os limites.
Nossos lençóis
anunciam os fatos.
Revelam e revelam
o não dito.
A satisfação
me cansa
e cansado alcanço
e avanço no prazer.
Dar bom dia
Sinto falta
de boas risadas,
de andanças
pelas estradas,
pelas ruas,
pela imaginação.
A gente se cobra muito
achando que reproduzir
os conceitos sociais,
o mesmismo,
nos traz
equilíbrio e satisfação.
Derepente
nos vemos com saudades
dos momentos que jogávamos
"conversa fora",
que dávamos
ótimas risadas, do nada,
que percebíamos o outro,
pelo olhar,
pelo andar.
Bom
é podermos sentir saudades
do que fizemos,
do que vivemos.
Triste seria
não ter saudades
de nada.
Essencial também
é construirmos
novos momentos
de satisfação.
É perceber
nas pequenas coisas,
beleza.
É dar bom dia
ao sol e a lu@.
É ser sonhador.
de boas risadas,
de andanças
pelas estradas,
pelas ruas,
pela imaginação.
A gente se cobra muito
achando que reproduzir
os conceitos sociais,
o mesmismo,
nos traz
equilíbrio e satisfação.
Derepente
nos vemos com saudades
dos momentos que jogávamos
"conversa fora",
que dávamos
ótimas risadas, do nada,
que percebíamos o outro,
pelo olhar,
pelo andar.
Bom
é podermos sentir saudades
do que fizemos,
do que vivemos.
Triste seria
não ter saudades
de nada.
Essencial também
é construirmos
novos momentos
de satisfação.
É perceber
nas pequenas coisas,
beleza.
É dar bom dia
ao sol e a lu@.
É ser sonhador.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Alho e bugalhos...
Confundo
as fronteiras dos sonhos
com a da realidade.
Misturo
alho e bugalhos.
Tempero a vida
apimentando o desejo,
buscando a ti,
a favorita.
as fronteiras dos sonhos
com a da realidade.
Misturo
alho e bugalhos.
Tempero a vida
apimentando o desejo,
buscando a ti,
a favorita.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Me negar
Minha paciência
se confunde
com meu cansaço.
Busco o despertar
no relógio,
no pulso,
na respiração,
que inspira
meu tempo.
Procuro encanto
na emoção
da estafa.
Encontro conformismo,
resignação.
Repito-me
em esconderijos.
Pego carona,
sou sincero,
ao me negar
em pagar passagem.
se confunde
com meu cansaço.
Busco o despertar
no relógio,
no pulso,
na respiração,
que inspira
meu tempo.
Procuro encanto
na emoção
da estafa.
Encontro conformismo,
resignação.
Repito-me
em esconderijos.
Pego carona,
sou sincero,
ao me negar
em pagar passagem.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Me desculpando
Muitas vezes
na vida,
a gente muda o rumo
da prosa,
deixando os amigos do peito,
amigos de e-m@il,
amigos de caminhada,
sem referencia.
Figuras que nos ouvem,
nos gestos,
nos atos,
no coração.
A ideia da perda,
a sensação da distancia,
corroi o eu,
e nossos alicerces.
Cria um forte,
só que vazio.
O silencio
não me assusta,
me acompanha.
Mas a falta do sorriso,
no reflexo dos sonhos,
inibe a poesia.
Volto,
de fininho,
pra roda dos versos.
Me desculpando
por não ter ido
a lugar nenhum.
na vida,
a gente muda o rumo
da prosa,
deixando os amigos do peito,
amigos de e-m@il,
amigos de caminhada,
sem referencia.
Figuras que nos ouvem,
nos gestos,
nos atos,
no coração.
A ideia da perda,
a sensação da distancia,
corroi o eu,
e nossos alicerces.
Cria um forte,
só que vazio.
O silencio
não me assusta,
me acompanha.
Mas a falta do sorriso,
no reflexo dos sonhos,
inibe a poesia.
Volto,
de fininho,
pra roda dos versos.
Me desculpando
por não ter ido
a lugar nenhum.
Doença dos Eremitas
Muitas vezes,
na companhia
da madrugada,
sinto-me
"mirando" a vida
do alto de uma montanha.
Um espectador,
dos atos
e fatos,
que tudo vê,
e sente,
sem se envolver.
Ao não me priorizar,
atinjo o "status"
de não priorizar nada,
ninguém.
Vivo meu abandono.
Vivo relações
unilaterais.
Vivo na montanha,
com o silencio,
que me cala
e me paralisa,
diante das indagações,
e cobranças,
do dia a dia.
Tenho a doença
da montanha.
A doença
dos eremitas
acompanhados.
na companhia
da madrugada,
sinto-me
"mirando" a vida
do alto de uma montanha.
Um espectador,
dos atos
e fatos,
que tudo vê,
e sente,
sem se envolver.
Ao não me priorizar,
atinjo o "status"
de não priorizar nada,
ninguém.
Vivo meu abandono.
Vivo relações
unilaterais.
Vivo na montanha,
com o silencio,
que me cala
e me paralisa,
diante das indagações,
e cobranças,
do dia a dia.
Tenho a doença
da montanha.
A doença
dos eremitas
acompanhados.
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