domingo, 13 de julho de 2014

AMOR INFINITO


                                   ATRAVESSA  MEU PEITO A DOR DE UM AMOR INFINITO!!!!!!!!!!! 
                                                                                                                                             Ro
 
 

Qual é o tempo,


da travessia


de uma dor,


por um peito...


 


Como as velas,


os desejos


nos inflam


de frente a intenção...


.


Será infinito


o amor,


da travessia


de sua dor...


 


Talvez


pura teimosia,


de uma viagem


do coração.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

NA PAZ DO BRANCO



Gosto do tempo,


de sua graça


com suas praças


de sabedoria.


 


Gosto de quem


sabe viver,


na paz do branco


de seus cabelos.


 


Valorizo o olhar aquecido


de quem não perdeu


a luta e a ternura


da poesia pelo caminho.


 


Gosto da sabedoria,


de quem sabe


e busca o que quer


e aonde quer.


 


Dos que valorizam


seus valores,


de quem se apresenta,


nas “ondas” do coração.


 


Amo o belo,


a experiência,


a chama do desejo,


em suas cores.


 


A cumplicidade


com o viver,


com as rotas (e fugas)


que levam ao prazer.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

COPA de um MUNDO



   As vezes

   nos decepcionamos

   e até choramos por

   "outras" tristezas,

   que carregamos

   no silencio

   e escondidas,

   na opressão

   do dia a dia.

 
   Perceber

  o que realmente dói,

  alivia,

  e nos permite reagir,

  lutar,

  dando sentido

  e prazer ao hoje,

  dando perspectiva

  ao amanha.

 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Depois, o maluco sou eu!!!!


Novamente deitado, muito cansado, tento dormir, vivendo uma experiência muito igual, a crises muito doloridas, já vividas e relembradas, na madrugada que passou. A sensação de noites de torturas sem fim, sem com quem dividir, sem para aonde escapar. Volta o fantasma, a assombração da alma.

A mente não parava, estimulada pelos barulhos da madrugada, mixadas com as raspas do dia que morria. Da ansiedade e aceleração das ideias, da incapacidade das bolinhas (medicamentos) controlarem, de produzirem paz, sono.

Refém da mente, sem referências para comparar, sem um amigo ou profissional para te acudir...

Barulho de carros passando, freando, arrancando; ônibus se arrastando, todos indo, seguindo, em alguma direção (enquanto você FICA), numa movimentação que não me pertencia, mas que me ocupava, de forma crônica, cansativamente pesada, presentemente longe, com uma dor presente. Eram as noites, minhas noites.

 Falas, risos, assuntos que não identificava, múrmuros que amplificavam a confusão, os risos de mim, ao longe e sem tradução, do meu dia a dia, que me perseguiam até ali, no meu cansaço, de uma sensação de impotência e desespero.

Vozes de comando, para um corpo estático, entregue e ferido, que cai na madrugada, sem apoios, sem aonde se apegar.

Mas desta vez não era minha dor, não era meu delírio, meus medos, nem uma crise química de esquizofrênica.

Era algo parecido, pesadelos uniformizados de lembranças.

Era somente uma noite “normal”, com ”ruídos normais”, de uma noite de quem mora em um apartamento de frente para a Rua da Prudente de Moraes, em Ipanema. Um bairro nobre.

Depois, o maluco sou eu!!!!

INTIMIDADE


Dor no coração,

da lombar,

é excesso de peso

na academia da vida.

 

Vou te deixar

deitadinha,

tomar suas costas

sentir-te entregue ao tempo.

 

Com os braços soltos,

e asas adormecidas,

olhas pro lado,

como a esperar...

 

Percorro sua coluna,

sinto seus pulmões,

com mãos leves,

em pequena pressão.

 

Sim, leves

mas presentes,

como quem diz

te quero, aqui.

 

Seios avolumados

rompendo a geometria

de um corpo

deitadamente calado.

 

Eu quero ouvir,

além do toque

da massagem,

seu coração.

 

Sentir o calor

da sua pele,

levemente gelada

e arrepiada.

 

Com meus toques,

meus beijos,

excitadamente lambidos

e mordidos.

 

Que tentam

alcançar-te por dentro,

que vasculham,

em uma busca eterna.

 

Silenciosamente

em sintonia

no bale ocupação,

te alcanço em lábios.

 

Sensualidade em prazer,

com ardor e desejo,

afloram,

quando nos encontramos.

 

Vermelha

se entregando levemente.

Abrindo os membros

na emoção.

 

Por inteira,

desejando mais,

emudeceste

com lábios gelados.

 

Sem reservas, 

coração, corpo e alma,

agora você vive;

intimidade...

quinta-feira, 3 de julho de 2014

ACEITO



Não queria,

mas aceito

por puro desejo

por pura emoção.

 

Aceito um pedaço

de nosso assanhamento,

com recheio amanteigado

e cobertura chantilizada.

 

Abraçamos a espera

e beijamos o momento.

Sensações inocentes,

de noites incandescentes.

 

Como tá rolando

é impossível

não sonhar com você,

não inspirar o luar.

 

Morreria

no seu beijo,

sob a tortura,

de tanta ternura...

 

Com febre de amor

tomo um chá

de cha-mego

docemente adocicado.

 

Com cócegas

no coração

meu sorriso é poético,

minha esquiva é procura.
 
 

“ATRASOS”


Vivo uma melancolia crônica. Faz parte da minha vida, da minha doença, do meu meio show de improviso.

Muitos não veem, não percebem; é que os olhos são “pequenos” em meio a tudo, a um corpo, ao desejo que se pode enxergar. Aí passa batido, a solitária lágrima, o pequeno soluço, o olhar de socorro...

Aí tentei o inverso. Tornei-me reflexo de mim, aparentando quem nada quer, quem tudo pode, resolve, descobre. Quem desrespeita a razão, a lógica, quem “não tem” preço, ou apreço pessoal.

Descobri com o tempo de terapia, que meus desequilíbrios sempre foram motivo de “exaltação e qualidade” para os outros.

Meu não dormir, permitia mais trabalho, mais produção, num horário sempre mais alongado, mais espichado, em dias de cansaço, sem fim.

Minha inquietude, sempre me fez aceitar e carregar tarefas dos outros, como se fossem minhas, numa agenda interminável, e “exaltante”, aonde o prazer nunca passou perto. Aonde a “ajuda” era obrigação, invisível.

O ser “poeta”, ultrapassou a escrita tornando-se um personagem, uma outra pessoa, que fala de alegrias desejadas, prazeres não vividos, de princesas longínquas, de amores e encontros, de vinhos e cafés, que habitam um querer comum.

O que existe, é um gato borralheiro, que lava, passa, cozinha, dirige, corre, paga contas e sonha com as festas da revolução, com a queda do regime, com outro mundo possível... Existe um ser só. Num mundo próprio.

Uma pessoa que passa sem ser notado. Que é um telefone agendado, para se trocar uma lâmpada, para se legalizar um documento, para se justificar e arrumar algumas pendências.

Alguém para se ser encontrar no facebook, e trocar mensagens.

Para se deixar os “netos” no final de semana, porque ser pai, virou ser motorista, ser offboy.

Mal sabem que faço deste encontro com meus netos, mágica, um caminho interplanetário, sem regras ou réguas, um mundo de curvas...

Carrego as contradições de uma vida, de um abandono, de grandes saudades, de escolhas “de coração”.

Hoje já sei o que seria o equilíbrio, mas como sempre me dei por demais, talvez querendo receber um pouco em troca, simplesmente vivo o sintoma da doença.

Desde o câncer, o poeta é bem presente. Fala o que não falo, porém em um outro lugar, diferente do que vivo. Um lugar virtual.

Nunca tive muitos espaços para mim. Chego a me assustar com o desejo, com o homem que sobrevive, e quer continuar desejando, procurando um grande amor.

Dar ao wellington poesia, e ao poeta uma história de vida, é a busca.

Procuro um porto para atracar, viajo a muito tempo, Preciso avistar terra firme, e chegar. Ser parte, ter um lugar.

Navego como um viking, fora de seu tempo, no vazio do mar. Talvez aí a explicação de sempre falar sozinho.

Esta tristeza, vem e vai, em espumas, numa sensação de euforia e infelicidade, numa crise extrema de bipolaridade.

Procuro novos rumos, senão morro em mim; corro em mim, pois já aprendi, que na vida, nem os “ATRASOS” costumam esperar...