Falo com você, que achava, que tinha
certeza, que podia “quase tudo” e se assustou com a vida.
É que a “lacuna” anterior ao tudo, às
vezes vista, percebida por um ângulo diferente, passa uma sensação de imensidão.
De cratera sem fim, sem bordas, sem apoio, sem termino.
Da medo. Frio na barriga.
Mas realmente a percepção que às
vezes temos ao acordar, de que somente nós acordamos, que o “mundo e a vida”
ainda dormem, e que não dormiram com a gente, assusta.
Os sustos, não são de tudo ruins,
pois até curam soluços, previnem e alimentam o instinto.
Sim, pra quem já foi muito feliz, pra
quem transpirou felicidade, prazer, o risco de saltar, como quem brinca de
amarelinha, por cima do “quase”, para atingir o próximo portal, o do “tudo”, é
mais um desafio.
É estar, por um LONGO instante, “quase”
no ar.
É despejar o “tudo” na poesia.
É navegar por arco íris, em brumas de
adrenalina.