sábado, 13 de setembro de 2008

Pré requisito

Minha viagem estava acabando.
Tinha uma semana que havia partido de Brasília,
sempre hospedado a menos de cem metros da praia,
e minha hora de retornar estava ali.
Eram quinze para meio dia.
Resolvi me permitir uns minutinhos.
Coloquei a sunga,
e corri para a praia.
Turistas e eu,
um ser híbrido,
que viaja sem ser turista,
que é da terra,
e forasteiro ao mesmo tempo.
Água gostosa,
quente,
mar calmo,
tranqüilo,
porém ao meu lado
um casalzinho,
se beijava, e beijava,
e beijava em meio aquela costa maravilhosa.
O jogar das ondas acariciava os corpos
que se comportavam como um único volume,
integrados a tudo,
ao azul do céu,
do mar,
do horizonte.
Deveria ser pré requisito,
o compromisso de se beijar no mar.
Pode-se beijar sem ir a praia,
mas ir a praia sem beijar,
é como não se molhar,
é como não se achar.
Quero um beijo,
salgado e molhado....

Quando dá

O silêncio,
faz parte da vida,
como os envolvimentos de todos os tipos,
problemas, satisfações e desejos.
Gosto de poder escrever quantas vezes quiser,
sem ser taxado de chato..
Se um dia eu sumir por um tempo,
saiba que foi imprevistos da vida.
Se um dia eu sumir para sempre,
sumiram comigo,
coisa de repressão,
ou asfixia,
doença,
ou mudança de personalidade.
Aí o well não existe mais.
Cresceu.
Hoje estou aqui,
molhando o quintal,
quando dá,
ou cuidando dos bichos.
Observando a lu@

...quer um beijão

APROVEITE.

Afinal, continuo com o humor alto
Assim, passeio sobre as nuvens,
por cima da CHUVA,
fugindo dos buracos,
observando o que chamo de CASA,
me sentindo LIVRE,
só porque tenho a imaginação solta.

TUDO posso, quase tudo.
De MORANGOS ainda fujo.
Mas pra quem SEMPRE tomou SORVETE gelado,
o fato de brincar com o contraste do quente ou do frio,
do bom ou do mal,
não me traz muita novidade.
Só ansiedade.

DE PRESENTE PRÁ VC,
trago algo especial.
Um CABIDE.
Com ele,
criarei um espaço alternativo,
fora da tela de computador.

Vou me pendurar em seu armário,
em cima de todos aqueles sapatos,
vendo sua cama,
já desarrumada,
você deitada,
desconfiada,
acomodada na madrugada.

Assim me sentirei como um sapo enfeitiçado.
Ele a espera de um beijo,
para tornar-se príncipe.
Eu a espera de um click21
para tornar-me um mininu .
Mininu chorão,
que quer um beijão.

A importância do falar

Falar de si,
falar da vida,
do caminhar pelas ruas do centro,
das lembranças e saudades que o coração resgata,
do cansaço,
da distancia,
da interdisciplinaridade que envolve tudo,
que somos nós.
e como se descobrisse a pólvora
reafirmar o fato de “parecer normal”

Sinto as contradições,
o eterno buscar, a volta....

Tudo é envolvente, como a vida.
Basta a gente mostrar,
se expor,
desde o lado mais singelo do existir,
a aparência de trator locomotiva.
A dualidade.

Caso nos cruzemos,
sem nos arrepiarmos,
tenha a certeza de que isto é a vida.

Taí a importância do falar,
se mostrar sempre.
Não cansar de repetir,
como eu gosto de voce

Te carrego sorriso

Minha vida esta em uma fase de pouco,
ou nenhum tempo, me permito.
Tenho só dado, mas sei da importância de me alimentar,
como ser humano.
Senão daqui a pouco entro em uma crise profunda
Olho o tempo curto,
Nem a utilização do micro hoje tenho acesso,
a exaustão me impede.
A noite me foge.
Mas pretendo reagir e reconstruir meu "tempo"
Apesar da distância,
me sinto em diversos momentos.
Te carrego sorriso.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ana Milagres

"Pois é, vc sabe que depois que o André nasceu virei mãe solteira de 2 filhos né? Meus 2 filhos, Lúcio e André, vivem brigando para jogar no pc, às vezes se torna hilário. Acaba sobrando para mim que tenho que ceder o meu para o Lúcio, para acabar com a briga.Beijos!!! "

As vezes é importante ceder Ana.
Deixar que os dois disputem e brinquem nos PCs.
Mas às vezes é tão importante quanto o ceder, o não ceder.
Tem momentos que a gente tem que se permitir, e disputar nosso espaço
Afinal é diferente ser mãe solteira, de que ser mãe e pai.
É diferente ser amiga de alguém, do que ter que cuidar de um companheiro doente.
Sua tarefa é árdua e difícil.
Mas me lembro de uma história de uma figura espetacular que conheci.
Vou te contar.
Tinha uma amiga chamada MARTA BAGIO.
Ela saiu de casa muito cedo
E acabou se envolvendo com um farmacêutico bem mais velho, por acaso e necessidade.
Porém nasceram 3 filhos da relação.
Ela se sentia a última das pessoas, por não ter opção de correr atrás de seus sonhos.
Nova e bonita, com três filhos com um homem que não desejava ou amava.
Era infeliz. Se sentia infeliz.
Pensava e desejava morrer.
Imaginava sempre diversas maneiras de sucumbir à vida.
Até que um dia por acaso, na farmácia de manipulação, deparou-se com um vidro de veneno.
Sem que ninguém visse, o escondeu por entre as roupas.
Com medo de ser questionada.
Foi para casa e o alojou no fundo do armário, pensando em qual seria o momento de
tomá-lo, de acabar com esta “vida sem prazeres”.
Estava delineada a ação.
Faltava a definição do momento.
Então todo dia de manha, antes de seguir para a “tal rotina infernal” da farmácia ao lado do “maridão” ela se questionava se queria continuar vivendo.
A partir daquele momento ela tinha a decisão de seu futuro nas mãos diariamente.
Questionava dia a dia.
A opção era sua.
Então as pequenas coisas da rotina, que antes ela não percebia, como a magia das cores, dos momentos simples, a apresentaram a um mundo novo.
E os anos foram passando, seus filhos crescendo, o horizonte abrindo...
E quando conheci esta figura, posso te dizer, foi maravilho a descoberta.
Cada dia era “o dia”.
O sorriso forte sempre rasgava o momento, com a intensidade e voracidade de um amanhecer.
Da dificuldade, da falta de oportunidade, surgiu uma figura, meio rústica, sensível, e enigmática.
A vida é assim.
Creio que o seu dia a dia Ana, não é o que você queria.
Mas, apesar de muito pouco te conhecer, sinto-te como uma árvore que enraíza, e que logo logo será forte, robusta e frondosa.
Você consegue ser crítica da situação, isto é bastante.
Saber o que acontece é o começo de tudo.
Forte beijo, você tem um amigo.

sexta-feira, 21 de março de 2008

1/2 Mário, 1/2 século

Doideira é acordar todo dia
sem se arrepiar,
com todas as possibilidades
que a vida nos oferece
Doideira é não gargalhar
das paranóias
e das pancadas
do dia a dia
Acorda,
respira fundo,
sacode a poeira
e vem saborear,
devagarzinho
seu 1/2 século
de brincadeiras.