segunda-feira, 10 de março de 2014

TAROT


Acabei de tirar

uma lâmina

do “Tarot”.

 

Então

o “Tarot” ficou

com uma lâmina a menos.

 
E eu,

o "LoUcO"  

com uma lâmina a mais.

 
Pronto

para atira-lá destemidamente

na direção do novo.

 
Evitando

que esperas tomem a forma

do “certinho”.

 
Agindo

na certeza que

o MOMENTO é DE VOAR.

Mandacaru



E no quintal aparece...

a linda flor

do velho e persistente Mandacaru

pra receber

a chuvinha do amanhecer!

Tenham semana

abençoada em amor,

alegrias e esperanças

renovadas

nas lutas honradas!

Bom dia!!

“Heloísa Helena”

 

A flor

do bom dia

e do Mandacaru

persistem.

 

E os sonhos

renovam-se

nas buscas e lutas

do bom dia, dia!!!

domingo, 9 de março de 2014

CAFEZINHO




Então,

vamos viajar

bebericando

um cafezinho?

 
Sabe,

gosto do cheiro

da graça e ritual

de cada preparação.

 
Da densidade

e leveza dos movimentos.

Do brilho

e da cor na espuma.

 
Das curvas

da louça.

Do toque

na porcelana.

 
Da companhia

ao degustar.

Do semblante

de prazer.

sábado, 8 de março de 2014

Grandes distâncias tão próximas


É o tempo, e totalmente sabotado por ele, ando com o jornal de domingo passado intacto dentro do carro, ainda com a esperança viva de ter um momento de tranquilidade e privacidade para lê-lo, desalinha-lo, embaralha-lo, desbravando-o...

É o tempo e amanhã será domingo de novo, e me incomoda perceber que não fui capaz de “viver” o que passou, e acumulo jornais não lidos, papos interrompidos, ações não começadas, beijos engolidos, olhares não trocados...

É o tempo, e esta vida de “motorista”, “pai-torista” ou carroceiro, me leva a uma sensação de abandono, de solidão profunda.

Foi uma vida inteira, levando e trazendo, sem na verdade ir junto, sem sair do banco do carro, do papel invisível.

Lembranças de não ser cumprimentado, de não despedidas, de nem fecharem a porta ao saírem, de conversarem entre si como se eu fosse o “GASPARZINHO”, de falarem somente ao telefone, de ouvirem música com fone de ouvido (egoísta), de ficarem no laptop, de dormirem por todo o percurso...

É o tempo acumulando mágoas. Criando papéis, personagens impostos.

Este jornal não lido, é um grande símbolo, de histórias vividamente não vividas. De grandes distâncias de relações tão próximas.

terça-feira, 4 de março de 2014

DIVÃ da história


 

·         Qual a diferença entre o carnaval e a copa?

de Lúcio Costa

 

·         É muito interessante observar pelo facebook aqueles que acusam a Copa de ser o inimigo número 1 do Brasil, usando fantasia e desfilando em grandes blocos carnavalescos.

·         A acusação por parte dos radicais é de que a realização da Copa no Brasil implica em gastos do erário público que se não fosse a realização desse grande evento, esses recursos poderiam ser usados para outras finalidades de interesse público, como na saúde, educação e assistência social.

·         O carnaval todos os anos é realizado no Brasil também com muitos investimentos públicos e os mesmos radicais que criticam a realização da Copa, aparecem com as suas fantasias felizes e animados com a festa popular.

·         Eu particularmente não gosto de carnaval e não importo em nada com o futebol, contudo entendo que tanto o futebol quanto o carnaval fazem parte da cultura popular brasileira.

·         Depois de observar os puritanos radicais felizes com as suas fantasias - como a maioria do povo brasileiro-, animados com as marchinhas populares e desfilando na avenida, chego a conclusão que qualquer crítica dessas pessoas a Copa não trata-se de uma crítica fundamentada, mas puramente política contra o governo do PT.

Meu amigo Lúcio. Repetindo Thiago Marques, não quero ser chato nem desrespeitoso. Te admiro pelo seu pique e pela inteligência. Acompanhei as manifestações pelo Brasil afora, inclusive participando de algumas. Foram atos espontâneos, que tomaram as ruas, pois “EXPRESSAVAM” o sentimento comum. Em nenhum momento percebi esta equivalência que você cita, COPA = INIMIGO PÚBLICO nº1.
O brasileiro adora futebol e copa do mundo, mas quando percebeu que a realização desta atividade aqui implicaria no fim de qualquer perspectiva de investimento em setores sociais já sucateados posicionou-se contrário.
Bastava o governo construir estádios juntamente com escolas, hospitais, centro de esportes e lazer, etc, etc...
O desvio de verbas públicas para esta atividade (atividade particular, da FIFA), em detrimento das necessidades que vc mesmo linchou: saúde, educação e assistência social, causam e causaram muita indignação.
Ao vc criar um SUJEITO, chamado “os radicais”, simplifica e burrifica o movimento social, dando conotação de massa manobrada, enganada, usada. Foram poucas vezes, “na história deste país” que a população foi as ruas e falou. Se expressou.
Ouvi-la seria sábio. Mas é mais fácil afirmar que os RADICAIS DO FACE ao discordarem da política pública, a da copa do mundo, são anti-petistas.
Sim, é verdade que quem não prioriza os setores sociais é o PT, que é governo.
Como é verdade que a população que protestou, ocupou as ruas, o face, e outros espaços votaram no PT, e esperavam dele uma atitude diferenciada.
Pena que vc não goste de carnaval. É tão bom.
Não pude ir no Bloco do Rivotril, mas me entristeci por isto.
Pensei neste grupo gostoso, alegre, militante e feliz que somos.
Os gastos com o Carnaval existem sim. São infinitamente menores, nem criam elefantes brancos como o Estádio de Brasília.
Mas nestas atividades o povo todo vai as ruas, participa, brinca, faz poesia da vida.
Na copa do mundo será bem diferente.
Ela será vista pela televisão, pois os custos de ingresso a cada jogo, como os deslocamentos necessários e hospedagem para acompanha-la, são totalmente proibitivos.
Copa do Mundo (no Brasil), é para a classe dominante. É isto.
Se não achas as críticas fundamentadas, como afirma, é uma pena.
Essa mania de perseguição que o governo PETISTA sente merece um DIVÃ da história.
Com quem andas, e com quem e pra quem faz política, esta é a pergunta que desorienta e confunde.
Abraço meu amigo. Feliz carnaval.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnaval de vida.


Aqui chove, mas a agitação do novo, impede o molhado, não provocando frio. Vivemos regados pela vida, pela chuva, pelo suor. Breno apreendeu a sair. Da seus primeiros voos. A rua, o cheiro de liberdade, e suas possibilidades o fascinam.

Rolam bailes pelos clubes, serpentinas cortam o vazio com cores, erupções, ejaculações de som, confetes de vida; blocos animados se formam como sempre, rachas e marchinhas embalam o desejo, e Bárbara busca informações de matines...

As procuras são tão vivas como diversas, mudam de cor e rumo, textura e paladar. Todo mundo juntamente separado.

E porque não aceitar o café, não se chegar, desfilar e navegar no flash de cada instante.

Bom mesmo é a ideia do eterno, do pra sempre, carnaval de vida.

Basta abraçar.


E era o aniversário do Bernardo. Três aninhos. Tive que ir buscar o bolo e os docinhos, isto em companhia de minha outra netinha, a princesinha Gabriela de 6 anos, a quem fui buscar na escola.

Em meio ao desconhecimento do endereço da confeiteira, a preocupação dos trancos provocados com o tráfego e seus possíveis efeitos com a encomenda; tinha de manter a atenção e fantasia no papo com minha Gabizinha, além de ser rápido e não me atrasar. Consumia-me em mil pensamentos e preocupações.

Mas tudo aparentemente deu certo. Chegava a festinha, cumprimentava e respondia aos cumprimentos sociais. Nem me atrasei tanto...

Ai fui surpreendido por um corpinho que impedia minha passagem. Era o próprio, o aniversariante, o “Be” do vovô, que tinha ouvido minha voz. Parei e o peguei no colo pensando em brincar com as palavras, fazer um jogo de cena, tomar conta da situação.

Porem fui surpreendido, fui chamado ao que era realmente importante naquele momento. Nosso encontro.

Com seu pequeno grande abraço, denso, longoooo e silencioso fui capturado, envolvido, desarmado. Que coisa gostosa, maravilhosa. O que é que é o sentimento de ser querido, de saudades, de puro amor.

E tem gente que cobra e exige declarações, reconhecimento de “firma”, testemunha.

O amor, ou existe, ou não precisa explicar.

Basta abraçar.